Uma jovem argentina, lojista, de 25 anos, esteve durante 31 dias de baixa médica devido a um tratamento de depilação a laser. Andrea Luziaga foi aconselhada pela médica dermatologista a fazer um tratamento de depilação definitiva com uma especialista em laser, conhecida da médica, que a deixou com inúmeras queimaduras e cicatrizes nas pernas, que a incapacitaram de se mover.

"Tenho a pele muito branca e delicada. De cada vez que me depilava com os métodos tradicionais, a minha pele ficava completamente irritada, cheia de pontos vermelhos. Por isso, consultei uma médica dermatologista, que me aconselhou a fazer depilação a laser com uma especialista sua conhecida", contou Andrea ao jornal argentino Contexto.

"A especialista, Perla A., disse-me que em 10 ou 20 sessões ficaria sem pêlos. No entanto, só fiz três sessões, já que na última fiquei com queimaduras terríveis". A especialista passou-lhe um tratamento com pomadas que tinha no consultório, todas amostras de propaganda médica. Andrea teve de pedir baixa médica, apesar de ser responsável por um tio deficiente mental, de 42 anos, uma avó de 84 anos, e dois irmãos mais novos, de 14 e 12 anos. A mãe de Andrea abandonou a família quando esta tinha apenas oito anos, e o pai vive em Buenos Aires, e envia ajuda de vez em quando.

Já passaram daez meses desde o tratamento, que custou 500 dólares por sessão. Andrea confessou ao jornal que se sente "indignada, desesperada e humilhada". Avisou a especialista que irá recorrer à justiça, mas esta não se demonstrou preocupada com a decisão da cliente. "Faz o que quiseres", terá replicado Perla A., à ameaça de tribunal de Andrea.